Corrente do Bem |
Deixe aqui sua mensagem: Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006
![]() Trabalhos desenvolvidos aos sábados na Casa de Oração Ao longo destes oito anos os trabalhos foram desenvolvidos, como foi dito, sob a responsabilidade do coordenador espiritual: Yazuyky Nakagouchy - Naka. Estes passaram por um processo evolutivo que se configuraram nas diferentes fases e no envolvimento de diferentes equipes espirituais que foram se incorporando, de acordo com as características específicas de cada fase. Fase 1: Toque (massoterapia) Esta fase, presente no início dos trabalhos, se caracterizou como: massoterapia. Os médiuns, sob a orientação de Naka, realizavam toques e massagens nos pacientes. Era dado um destaque para a massagem nos pés - reflexologia. Durante o processo, eram utilizados óleos ou outros remédios preparados à base de folhas, raízes, argila e outros produtos indicados pela equipe espiritual. Ao nível espiritual participavam dos trabalhos uma equipe espiritual de enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos fisiatras, fisioterapeutas e de outras áreas relacionadas, além da Irmã Iara e de orientais. A Fitoterapia, ou a medicina com uso de plantas, ervas e raízes, era apoiada pela equipe de índios, caboclos e pretos velhos. A certa altura dos trabalhos de massoterapia, foi solicitada a participação do espírito João Baptista da Silva Xavier. As sessões eram realizadas em quatro sábados seguidos sendo que eram dadas orientações sobre remédios a serem utilizados e dietas a serem seguidas durante as semanas de tratamento. A importância de deste trabalho se configura se consideramos que a nossa história de vida está escrita em nosso corpo. Costumamos considerar que a nossa memória está apenas no cérebro, mas a cada dia a ciência demonstra que em cada célula contém um registro preciso de nossa totalidade. Assim, o toque, que é uma das formas mais primárias de contato, conhecimento e comunicação, através da massagem tem a capacidade de poder ampliar a nossa consciência corporal e permitir com isto que se dissolvam nossas tensões musculares crônicas e superficiais, levando-nos a: relaxar, nos integrarmos e ampliar nossa capacidade de viver.. Estudiosos afirmam que os toques massoterapêuticos facilitam o estabelecimento dos vínculos afetivos, melhoram o humor e a auto confiança, aumentam a energia, a vitalidade e a capacidade de realização. Podem impulsionar mudanças significativas nas nossas vidas, pois quando uma área ou um ponto, onde a energia está bloqueada é tocada, além de ser chamado a atenção para ela, ajuda-se o bloqueio a se dissolver. Na medida que normaliza o fluxo energético, esse trabalho traz à pessoa uma sensação de equilíbrio interno, de leveza e bem-estar e de integração consigo mesma. Além, é claro, de desencadear uma sensação profunda de relaxamento. Não pode haver saúde nem funcionamento pleno, se os sistemas vivos não estiverem ou não mantiverem contatos freqüentes... por isso, estamos tão doentes! Quanto mais civilizados, mais assépticos, mais distantes e mais frios. Só palavras e, as vezes nem estas. Pouca mímica. Nenhum contato. Fase 2 - Exercícios físicos e respiratórios Nesta fase, além da massoterapia, foram introduzidos alguns exercícios físicos e respiratórios. Em geral, eram dirigidos pelo médium Robério, que recebia a intuição de um amigo espiritual Fisioterapeuta, que não se identificava nem incorporava, mas orientava na realização das atividades. É muito fácil evidenciar a importância destas atividades para a saúde dos pacientes aqui tratados. Todos nós sabemos que a respiração é essencial para os seres vivos. Não sei bem quem afirmou que: "levamos a vida do tamanho de nossa Respiração". A respiração é o primeiro elo de contato do ser humano com o mundo; é a forma que se tem de sentir os outros e o ambiente. Corresponde ao primeiro ato vital do ser humano, e se estenderá por toda vida. Somente se extinguindo no nosso último alento quando nos separamos do nosso corpo carnal. Os orientais, em suas filosofias de vida, dão ênfase primordial à respiração como um fenômeno físico-psíquico e prânico, através do qual nos alimentamos da energia cósmica - Ki, Chi, Prana, seja lá que nome se dê, que existe no universo e que dá a vida ao espírito (alma) e possibilita a unificação dos nossos corpos físicos e espirituais. A nossa cultura ocidental, no entanto, nos condiciona de tal forma que esquecemos a nossa forma natural de respirar e, consequentemente, tendemos a apresentar padrões desorganizados de respiração, devido à tensão crônica de importantes grupos de músculos que limitam a mobilidade física, impedem a respiração livre, dificultam a expressão espontânea de sentimentos, em outras palavras, limitam nossa capacidade de vivenciar. Por esta razão, vários estudiosos destacam os inúmeros efeitos de uma respiração adequada sobre o corpo físico, como por exemplo: o aumento da capacidade vital, da resistência e da defesa orgânica, na medida em que reduz os distúrbios respiratórios, aumenta a irrigação sanguínea e regula a pressão arterial, regula o funcionamento das glândulas e das funções vegetativas, melhora o funcionamento do aparelho digestivo; realiza a massagem dos órgãos internos purificando o corpo; reduz a ansiedade, o cansaço mental e insônias, gerando repouso e tranqüilidade. Fase 3 - Relaxamento energético Nesta fase os trabalhos de massoterapia foram substituídos por sessões de relaxamento. Todo o chão era forrado com lençóis e colchas e os pacientes e médiuns se deitavam no chão. Ao som de músicas relaxantes era feito um relaxamento induzido pelas palavras de um dos médiuns. Dava suporte a estes trabalhos uma psicoterapeuta espiritual identificada como Sara, ajudada, além da equipe de orientais, por psicólogos, psicoterapeutas e estagiários do plano espiritual. A utilização de chás e outros remédios fitoterápicos a serem utilizadas e dietas a serem realizadas, foram uma constante durante todos estes anos de atividades curativas. Fase 4 - Relaxamento físico, psíquico através da música ¿ musicoterapia Embora durante todas estas fases, em algum momento, se tenha realizado trabalhos com músicas, a partir desta fase começam a ser desenvolvidas atividades mais específicas utilizando a música como instrumento auxiliar de cura. Foram chamadas de musicoterapia e tinham a orientação espiritual de um espírito identificado como Vera-musicoterapeuta. A partir desta fase os trabalhos de toque terapêutico direto ¿ massoterapia - foram sendo cada vez mais reduzidos, à medida que eram substituídos por trabalhos energéticos utilizando-se apenas a força mental dos médiuns e a atuação mais da equipe espiritual. É importante explicar que o uso de músicas não tem apenas o objetivo de deleitar os pacientes. As atividades que utilizam música, todas podem vir a ter efeitos terapêuticos, mas quando se utiliza a música com objetivos terapêuticos se constituindo numa terapia, está se praticando a Musicoterapia. Por esta razão a Federação Mundial de Musicoterapia, a define como sendo a utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento. Na verdade, o uso da música para combater enfermidades é quase tão antigo quanto a música em si. Encontramos diversos relatos históricos, referências e numerosos os escritos relacionados à aplicação da música e dos sons na medicina; do uso da música como terapia para estados melancólicos. Temos conhecimento desde papiros médicos egípcios que datam de 1500 a.C. e que se referem ao encantamento pela música, influenciando favoravelmente a fertilidade da mulher, até citações bíblicas, como em Samuel, 16:23: " Quando o mau espírito de Deus se apodera de Saul, David tomava a harpa, tocava-a¿. No século XVIII, foi atribuido à música um efeito tríplice: excitante, calmante e harmonizante. Narra-se com freqüência que na idade medieval, tanto os árabes quanto os judeus, chamavam os músicos para aliviar as dores dos enfermos nos hospitais. Posteriormente, a contratação de músicos profissionais pelos hospitais de veteranos como "ajuda musical" e os resultados positivos de algumas dessas experiências, atraíram o interesse médico e compreendeu-se, cada vez mais, a importância da utilização da música com efeitos terapeutas. Isto abriu caminho para a Musicoterapia que oficialmente foi iniciada em 1950, quando um grupo de profissionais fundou, nos Estados Unidos, a Associação Nacional para Musicoterapia. No Brasil, além da sua utilização em diversas clinicas existem Associações de Musicoterapia em Porto Alegre, no Rio de Janeiro, no Paraná e em São Paulo. Musicoterapia assim tem aproximadamente cinqüenta anos de existência reconhecida oficialmente. O uso terapêutico da música se justifica porque o organismo humano é susceptível de ser educado eficazmente, conforme a ordem e o impulso da música. O ritmo musical incorpora-se ao corporal resultando em movimentos sucessivos, ordenados, modificados e estilizados, que formam uma verdadeira identidade, que não é percebido facilmente pelos nossos sentidos. As vibrações musicais vão primeiro para o cérebro e depois para o corpo, tranqüilizando, aliviando tensões e relaxando os músculos O campo de atuação da musicoterapia é muito grande, pois ela pode beneficiar desde crianças à idosos. Considera-se que as áreas mais importantes são: educação especial, reabilitação, psiquiatria, geriatria e gerontologia. Entretanto existem trabalhos clínicos sendo realizados em várias áreas, como: - Nas doenças mentais: deficiências mental, retardo, síndromes genéticas, autismo infantil, problemas neurológicos. - Nas doenças físicas: deficiência física, paralisia cerebral, amputações, distrofia Muscular Progressiva. - Deficiência Sensorial (surdez, cegueira); - Nas áreas sociais: com crianças e adolescentes carentes ou de rua; em distúrbios infantis de aprendizagem e comportamento - Atuando com idosos - Em gestantes no acompanhamento às mães e pais no pré-natal - Na recuperação de dependentes químicos(drogas e álcool); - No atendimento à pessoas com câncer e AIDS; A musicoterapia é aplicável ainda em outras situações clínicas com certas adaptações, pois atua fundamentalmente como técnica psicológica, ou seja, reside na modificação dos problemas emocionais, atitudes, energia dinâmica psíquica, que será o esforço para modificar qualquer patologia física ou psíquica. Pode ser também coadjuvante de outras técnicas terapêuticas, abrindo canais de comunicação para que estas possam atuar eficazmente. Basta lembrar que tudo na natureza é música. As músicas cantadas eram sempre intuídas pela equipe espiritual. Algumas delas serão aqui apresentadas. Fase 5 - Cura energética Esta fase foi subdividida. No primeiro momento os trabalhos foram destinados a pacientes. Continuou se utilizando a musicoterapia sob a orientação da amiga espiritual: Vera. As sessões tratamento se reduziram para três semanas. E a 4ª era destinada a trabalhos a distancia com crianças, atuando através de suas mães. Continuaram os tratamentos fototerápicos indicados aos pacientes para o período de tratamento. Os médiuns atuavam mais como doadores de energia à equipe espiritual e permaneciam sem estabelecer contato com os pacientes. Neste momento foi incorporado à equipe espiritual um grupo de samurais e outros orientais que fizeram os primeiros contatos nos trabalhos realizados na Casa de Nelcinéa.. Neste último mês os trabalhos foram destinados ao tratamento e reequilíbrio dos médiuns envolvidos. Os médiuns continuaram como doadores enquanto a equipe espiritual, representada na figura de Naka, atuava energeticamente sobre cada um dos médiuns, tanto nos problemas físicos como emocionais e espirituais. O exposto e, principalmente, o depoimento daqueles que foram submetidos a estes tratamentos podem testemunhar os enormes benefícios alcançados pela equipe espiritual durante todo este tempo. |