Corrente do Bem


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Segunda-feira, Maio 17, 2004
Mauro Kwitko é Médico, Psicoterapeuta e
Presidente da Sociedade de Psicoterapia Reencarnacionista
Email: maurokwitko@yahoo.com.br


PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA



Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, mas sendo Deus não um ser, um Homem, um Pai, mas um Todo energético, a Perfeição, a Energia Primária, o conjunto de tudo que existe no Universo, uma Totalidade Absoluta, e o ser humano uma micro-manifestação dessa mesma estrutura energética "divina"... o Homem portanto é realmente a Sua imagem e a Sua semelhança. Mas não apenas o ser humano, como tudo o mais, seja animal, vegetal ou mesmo o inanimado! Podemos nos considerar todos iguais, somos todos irmãos, respiremos ou não, caminhemos sobre pés, patas ou nem caminhemos, tenhamos pele ou casca, geremos filhos ou flores, sejamos de qualquer cor, de qualquer consistência, enfim tudo o que existe não só no nosso planeta, mas em todo o Universo, é semelhante.



Somos paradoxais, pois embora constituídos de energia, somos visíveis. E então os brancos e os negros são iguais, os judeus e os árabes são iguais, os americanos e os iraquianos são iguais, e então somos todos "filhos" da mesma Energia Criadora, que pode-se chamar de Deus, e apenas superficialmente dessemelhantes. Percebe-se como a elevação consciencial da humanidade fará com que encerrem-se os conflitos entre os apenas ilusoriamente diferentes, pois a diferença é uma ilusão.

Quando a Religião e a Ciência falarem a mesma linguagem, nós saberemos que por trás das cascas e dos rótulos somos manifestações variadas de uma mesma realidade, que pode-se chamar de Deus, Brahman, Jeová, ou não se chamar de nome nenhum. E nesse dia a Ciência explicará Deus e nesse dia as diversas religiões se unirão em prol de uma meta comum: a evolução da humanidade, o que foi pregado por todos os criadores dessas religiões, mas quem segue, realmente, o criador de sua religião? Quem cumpre, realmente, o que ele falou? Onde estão o amor, a paz, a igualdade, a fraternidade?

Uma parte da população em nosso planeta acredita na Reencarnação, uma parte ainda apega-se à negação dela. Mas somente a partir da codificação do Espiritismo, elaborado por Allan Kardec, começou-se a ter uma noção mais clara do nosso destino após a morte do corpo físico, o que com a obra de André Luiz (coleção Nosso Lar) ampliou-se enormemente. O grande mérito desses livros psicografados por Chico Xavier é que desmistificam os chamados mundos superiores. Na verdade, o que se aprende nesses livros é que os locais para onde iremos, são extremamente parecidos com a nossa própria realidade terrena. Além do Umbral, onde ficam retidos vibracionalmente os que desencarnam com uma freqüência vibratória muito baixa, existem colônias, cidades e outros locais onde seremos recebidos e aonde teremos oportunidade de refletir e seremos orientados sobre os nossos erros, enganos e ilusões da vida encarnada, Ou seja, algo parecido com as propostas da Psicoterapia Reencarnacionista.

Alguns pacientes durante as sessões de regressão têm descrito esses locais, alguns são Espíritas e outros não, e é impressionante a concordância entre os relatos e o que se aprende nos livros sobre esse assunto. Alguns descrevem uma estadia em locais ainda mais elevados do que o Nosso Lar e isso também está nos livros. Muitas pessoas durante o sono, também dirigem-se para locais do Plano Astral e, algumas vezes, permanecem lúcidos enquanto estão lá ou lembram-se de fragmentos ao acordar, e isso geralmente é interpretado como se fossem sonhos. Através da Transcomunicação Instrumental isso vem sendo comprovado e brevemente, com a ampliação dos contatos, essas realidades irão se generalizando entre as pessoas. Mas isso não é Religião e sim verdades científicas, mas da Ciência do futuro, a Ciência do "invisível".

O grande entrave a um interesse maior e mais decidido por parte da Ciência a respeito dessas questões é justamente o enfoque "religioso" que é dado a elas. É preciso que se desvincule o que é realmente religioso, em seus aspectos filosóficos, morais e éticos, do que é científico, que são as questões da nossa estrutura energética, os chakras, os planos dimensionais, as Terapias Energéticas, etc. A Ciência não pode mais permitir-se uma postura preconceituosa, baseada no raciocínio ¿Não conheço, não acredito, isso não é científico!" O argumento contra essas questões de que elas não têm comprovação científica não tem nenhum valor, pois é verdade que não tem, mas isso deve-se ao enorme atraso da Ciência, que prendeu-se nas amarras do mecanicismo, do visível. E como poderá ter comprovação científica se os cientistas não as forem comprovar? Enquanto continuarem negando-as, elas permanecerão sem comprovação científica! E se ninguém fosse aventurar-se a verificar se realmente o mundo acabava naquele horizonte? E se ninguém fosse mesmo estudar se o Sol é que girava em torno da Terra e não o contrário?


O Tamanho das Pessoas


(Shakespeare)

O tamanho das pessoas varia conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
A pessoa se torna pequena para você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros,
mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.....
É a sua sensibilidade sem tamanho...


Ter fé e orar
ajuda a conseguir forças para superar problemas



Deus, Senhor de toda força e poder, dai-me hoje a segurança do teu amor e a certeza de que estás comigo. Peço ajuda e proteção nesta hora difícil de minha vida, e preciso de tua assistência, do teu amor e de tua misericórdia.
Tiras de mim o medo. Tiras de mim esta dúvida, esclarecendo o meu espírito abatido com a luz que tu iluminaste o teu divino filho JESUS CRISTO aqui na terra. Que eu possa perceber toda a tua grandeza e toda a tua presença em mim, para que eu me sinta fortalecido com tua presença em minha vida, hora por hora, minuto por minuto.
Que eu sinta o teu maravilhoso poder pela oração e com esse poder, espero pelos milagres que podes realizar em favor dos meus problemas. Não me deixes e nem me abandones para que eu não caia no desespero e nem perca a FÉ em ti.

PAI, não me deixes cair, levanta o meu espírito, quando me encontra abatido(a). Entrego-te neste dia a minha vida e de minha família.
LIVRA-ME de minhas moléstias, ainda que seja por um milagre. OBRIGADO, MEU SENHOR, MEU IRMÃO E MEU AMIGO.
SEI QUE VAI ME DAR A SOLUÇÃO DE QUE TANTO PRECISO E DESEJO
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É maravilhoso Senhor:
Meus braços perfeitos
Quando há tantos mutilados.
Meus olhos perfeitos,
Quando tantos não tem luz.
Minha voz que canta,
Quando outras emudecem.
Minhas mãos que trabalham,
Quando tantas mendigam.

É maravilhoso Senhor:
Voltar para casa,
Quando tantos não tem para onde voltar.
É bom: sorrir, amar, sonhar, viver,
Quando tantos choram,
odeiam e revolvem-se em
pesadelos e morrem sem viver.
É maravilhoso Senhor:
Ter um Deus para crer,
Quando tantos não tem
o lenitivo de uma crença.

É maravilhoso Senhor,
Ter tão pouco a pedir,
E tanto para agradecer.



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Sexta-feira, Maio 14, 2004

Banhos Terapêuticos



Tem certas coisas na vida que são muito simples e que proporcionam momentos de indescritível prazer e bem estar, assim tão simples como respirar profundamente sem medo ou opressão, sentir cheiro de flores no jardim, dormir bem em lençóis recém lavados e com cheiro de roupa seca ao sol, beber água fresca sem pressa, acordar com som de pássaros cantando bem cedinho, tomar banho logo ao acordar, voar de asa-delta, deitar na areia da praia e ver a Lua virar Sol e poder olhar o pôr-do-sol cor-de-rosa alaranjado no horizonte sem nenhum obstáculo ou impedimento.

Coisas tão simples que nem preço tem, porque a natureza em sua generosa forma de se relacionar com seus reinos exige apenas o sistema mais antigo que o homem conhece para cobrar pelos seus serviços: a permuta.

O homem, com seu poder de criar suas próprias leis, na tentativa de facilitar estas relações criou sistemas complexos que a cada dia o afasta mais desses benefícios tão simples, pois seus controles consomem tanto tempo que não sobra tempo para aproveitar o que lhe é de direito.


Do nascer ao morrer, esta trajetória que é sua própria vida, começa bem, com liberdade e tempo para se desenvolver, e para isso acontecer com sucesso só precisa de carinho e proteção. À medida que cresce vai se distanciando deste modo natural de viver e o excesso de compromissos e responsabilidades sociais vão tomando cada vez mais parte da sua agenda diária, e diversão que é bom, acabou de acabar. Fica preso na armadilha que precisa ganhar status, dinheiro e poder para um dia poder desfrutar daquilo que sempre foi o seu direito natural, viver bem.

Bom seria voltar nesta rota e começar pelo jeito mais simples de ver as coisas. Voltar. Esta também pode ser uma boa saída para exercitar a flexibilidade e a humildade, talentos encontrados na juventude, que não sente vergonha de errar e começar de novo, até acertar. O medo da crítica e do erro impede muitas vezes a possibilidade do acerto e da conquista. Assim vão se criando tradições cada vez mais severas de comportamento, distantes das antigas, que permitiam ao homem estar mais próximo da vida e do sagrado, da sua origem.

Um destes hábitos antigos, a prática dos banhos medicinais, ao contrário desta corrente de fuga aos hábitos antigos, vem ganhando espaço nos tempos atuais. Hábito da cultura japonesa que se iniciou com os banhos nas fontes termais, bastante abundantes no Japão antigo, hoje quase em extinção devido ao crescimento populacional. Esse hábito saudável com a diminuição das fontes naturais acabou inspirando a criação de banheiras (furô em idioma japonês), que foram sendo construídas ao longo da história de diversos materiais diferentes. Começando pela pedra nas fontes termais evoluiu para o metal, madeira, alvenaria, fibra e atualmente o acrílico.

Além dos benefícios energéticos e filosóficos, os banhos são verdadeiros tratamentos térmicos que promovem desintoxicação e rejuvenescimento orgânico, além de combater o estresse originado no estilo de vida agitado do homem moderno.

Talvez esta seja uma boa hora para voltar e rever a trajetória que se está construindo, brincar de voltar a ser simples e aproveitar mais a vida.

Banhos especiais



A água acalma, tranqüiliza, revigora e só faz bem à saúde. Uma banheira e alguns ingredientes como sais, essências e óleos pode fazer milagres e deixar superzen até o mais estressado dos seres.

O melhor é que banhos terapêuticos podem ser feitos em casa - seja no chuveiro, em uma banheira de hidromassagem ou em ofurô (para quem tiver esse pequeno luxo).

Para aumentar a circulação, ajudar na eliminação das toxinas, prevenir a desidratação e tonturas, o ideal é tomar um chá com molho de soja e gengibre antes do banho. Um pouco de sal na água do banho ajuda a prevenir as tonturas e a fadiga despertada pelo calor. Prefira tomar banho quando estiver de estômago vazio, mas sem muita fome¿, diz ela. Depois de um banho quente, é indicado fazer um repouso breve. Não beba álcool antes de um banho, nem tome banho depois de refeições pesadas. E atenção: cuidado com a temperatura do banho. Ninguém pretende se cozinhar em água fervendo.

No Egito, na Grécia e na Roma Antiga o banho recebia a proteção dos deuses, além dos olhares atentos de ninfas e espíritos guardiões. Na Idade Média, foi visto durante muito tempo como hábito não saudável na Europa Ocidental. Já os índios brasileiros, com a ajuda das nossas riquezas naturais, perpetuaram por séculos a tradição de tomar banho todos os dias. Este ritual, tão rotineiro que muitas vezes sequer recebe a devida atenção, pode ganhar um toque especial com alguns ingredientes, como pétalas de rosas, óleos essenciais e até itens que normalmente se encontram não no banheiro, mas na cozinha: leite, chocolate, vinho, maracujá, mel, chá etc.

- Banho de leite - relacionado à sensibilidade feminina. Cleópatra banhava-se com leite de cabra. Este é um banho que desperta o feminino, hidrata e mexe com todos os sentidos. A pessoa sente-se rei ou rainha.

- Banhos de vinho - O vinho, como contém etanol, inibe o sistema nervoso central, nossa parte mais severa. O banho com ele promove sensação de relaxamento, expansão e tonicidade.

- Banho de chá verde - O chá verde é um excelente antioxidante (substância antienvelhecimento), auxiliando na desintoxicação e na eliminação dos radicais livres.

- Banho de chocolate - indicado para todos os tipos de pele para manter a hidratação.

- Banho de lavanda -A lavanda é relaxante. Para quem tem a pele oleosa, é altamente cicatrizante, antisséptico e antifúngico.

- Banho de mel com maracujá - O mel é hidratante, enquanto o maracujá acalma os sentidos.

Fonte: Nippo Brasil

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ENCERRANDO UM CÍCLO



Sempre é preciso saber Quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso Terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Inicialmente faz-se necessário chamar atenção que o que chamamos de religião tem se manifestado, no decorrer da história e em todas as partes do mundo, em diversificações e diferenças múltiplas. São vários os significados, definições e funções a que se tem atribuido este termo, que como nos diz Ken Wilber (1998) tem sido aplicado a tudo que vai desde crenças dogmáticas a experiencias místicas, de mitologia a fundamentalismo, de idéias mantidas com firmeza a fé apaixonada. Além do mais, existe uma tendência dos estudiosos em separarem o seu conteúdo -como por exemplo crença em anjos, espíritos, etc - da função da mesma - como por exemplo, manutenção da coesão social, etc. - , para chegar a embaraçosa conclusão de que, ainda que o conteúdo seja dúbio, a função é benéfica.
Embora muitos estudiosos tenham já se debruçado sobre o fenômeno religioso, especialmente no que se refere aos povos primitivos, há que se considerar que não é fácil dar uma definição exata sobre o que entendemos por religião. Para alguns o fato religioso abarca temas como magia, o totemismo, o tabú e inclusive a bruxaria, ou seja, tudo o que pode ser englobado dentro do que se considera mentalidade primitiva ou que resulta irracional ou supersticioso. Não fazem diferença entre magia e religião, falam do mágico-religioso ou as consideram geneticamente aparentadas; outros, quando distinguem, as explicam de forma quase similar. Enfim, sobre este tema muito já se investigou e muitos livros já foram publicados mas não se chega a concenso (E.Evans-Pritchard,1991).
Por outro lado, há que considerar, por exemplo, que para chineses, indus, muçulmanos, não existem sinonônimos em suas línguas que correspondam exatamente ao significado formal dado ao nosso termo religião. Considerando todas estas complexiadades é inadequado se apresentar aqui uma definição fechada de religião. Por esta razão, buscamos o conceito apresentado por Frank Usarski (2002), que em sua opinião, busca superar um entendimento pré-teórico que generaliza fenômenos religiosos, sobretudo os de origem cristã, com os quais nós estamos culturalmente acostumados. Assim, o seu conceito contém quatro elementos:
* Primeiro, religiões constituem sistemas simbólicos com plausibilidades próprias;

* Segundo, do ponto de vista de um indivíduo religioso, a religião se caracteriza como a afirmação subjetiva da proposta de que existe algo transcendental, algo extra-empírico, algo maior, mais fundamental ou mais poderoso do que a esfera que nos é imediatamente acessível através do instrumentário sensorial humano;

* Terceiro, religiões se compõem de várias dimensões: particularmente temos que pensar na dimensão da fé, na dimensão institucional, na dimensão ritualista, na dimensão da experiência religiosa e na dimensão ética;

* Quarto, religiões cumprem funções individuais e sociais. Elas dão sentido para a vida, elas alimentam esperanças para o futuro próximo ou remoto, sentido esse que algumas vezes transcende o da vida atual, e com isso tem a potencialidade de compensar sofrimentos imediatos. Religiões podem ter funções políticas, no sentido de legitimar e estabilizar um governo ou de estimular atividades revolucionárias. Além disso, religiões integram socialmente, uma vez que membros de uma comunidade religiosa compartilham a mesma cosmovisão, seguem valores comuns e praticam sua fé em grupos.
Desta forma, o estudo de religiões ou do fenômeno religioso remetido às origens do ser humano neste planteta, se reveste de um nível de complexidade ainda maior. Há que se conceber que a religião geralmente se nos aparece edificada à base de conceitos, de práticas e de um material que, às vezes, pode ser bastante anônimo. E, conceitos e práticas, não se fossilizam; portanto sua recuperação direta para estudo pode ser algo ilusório, deduzido. Apenas os vestígios dos ritos podem ser vislumbrados mediante uma disposição anormal no espaço. Por mais fortuitos que estes sejam, temos que buscar alí as pistas para nos assegurarmos de que algo ocorreu (Loroi-Gourhan, 1983).

Considere-se ainda que, tendo em vista ser a religião algo humano, não há então um fenômeno religioso puro, ou seja, único e exclusivamente religioso. Todo ele possui ao mesmo tempo algo de social, de lingüístico e econômico pois que, no contexto humano, é difícil se abstrair a linguagem e a vida social. Não obstante, a vida religiosa de qualquer grupo humano em sua fase etnográfica contenha sempre um certo número de elementos teóricos de características religiosas tais como símbolos, ideogramas, mitos, entre outros, que são consideradas verdades. No caso dos homens das culturas arcaicas, estas verdades são chamadas hierofanias, ou seja, algo sagrado que se nos mostra. Isto porque tais verdades não somente revelam uma modalidade do sagrado, mas principalmente porque, através delas, o homem se defende contra o insignificante, contra o nada. Sai da esfera do profano (Eliade, 1974a).




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A BORBOLETA AZUL

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.
O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? Perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.
- Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada! As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio,
- ela está viva ou morta? Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você... ela está em suas mãos.
Moral da História: Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos). Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul... Cabe a nós escolher o que fazer com ela.